26.5.09

Pergunto-me...

...se um dia, não muito distante, a caligrafia se torne obsoleta. As pessoas têm cada vez menos necessidade de pegar numa caneta, e certamente muito menos estímulos. Quem é que ainda escreve cartas? Na escola, que criança entrega ao professor um trabalho feito "à mão"? E que professor abdica do power-point a favor do velho giz no quadro de lousa? Que tesoureiro de empresa escrevinha diligentemente no livro de balanço? Que casal de apaixonados deixa recadinhos um ao outro dentro da lancheira?

Não sei bem como é que isto me faz sentir. Acho que há algo de muito genuíno na caligrafia de cada pessoa, algo que nos dá pistas - às vezes sobre a sua personalidade,outras sobre o seu estado de espírito - que a sua expressão facial, gestos, tom de voz, indumentária, e muito menos as palavras que usa não deixam antever ( se é que não as escondem propositadamente).

É claro que isto será uma questão de somenos para muita gente. Mas muitos certamente reconhecerão a vantagem que o contacto directo com a "letra" dos colegas, amigos ou familiares proporciona.

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